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Aquarela

Água e cores diluídas para transformar a vida. De que cor queres a tua?

Aquarela

Água e cores diluídas para transformar a vida. De que cor queres a tua?

17
Abr17

(-) 7 quilos depois

F.

Não sei se irá resultar o que ela faz por mim, sei que aos poucos (às vezes muito aos poucos mesmo) está dando certo. Cada vez que me porto mal desfilo o rol de asneiras como quem desenrola papel higiénico. Da última vez disse-lhe:

 

-Ralha-me, chama-me nomes... fica à vontade que eu mereço. Tenho consciência plena de onde errei e do número de vezes que o fiz.

 

E ela, abraça-me e diz-me que não, que nem eu nem ninguem merece isso, e que eu vou conseguir, porque mereço conseguir. Aponta-me de onde vim e o caminho que percorri. Sabe que é dificil, e porque mais que eu desista de mim, ela não desiste. Persiste.

 

E quando ela sai, a minha vontade é de chorar, não por sua causa, e sim por causa de até onde eu me deixei ir.

 

Obrigada S. Eu não sei se no final vai dar certo, ainda não confio em mim, mas por agora vai indo, assim aos poucos. Um dia de cada vez.

01
Fev17

Começou ontem

F.

"Tenho uns quilinhos a mais (aqui vocês pensam: quem não tem?!?). Ok, os meus são muitos a mais.

Já me impede o respirar a dormir, já me doem as costas do peso, e à noite para me virar na cama tenho de me agarrar à trave. E dói. Dói consideralvemente mudar de posição na cama. Mas pelos vistos, talvez não o sufciente para parar de comer mal e fazer alguma coisa por mim.

 

Dieta? Todos os dias entro em dieta. Ontem por exemplo pedi que me enchessem a garrafa de água, só de olhar para ela tive logo vontade de ir ao  wc! Resulta, certo?

Portei-me bem até chegar a casa. Aí enfardei dois pães com doce de tomate (confesso que quando fiz o primeiro não me recordava que estava de dieta) depois jantei de seguida duas bifanas com batatas fritas (as bifanas foram em mais 2 pães distintos) e, não satisfeita, ainda conseguir engolir um crepe de chocolate."

 

 

Até onde vão os nossos limites? Quando dizemos basta? Quando passamos a ter a devida importância para nós mesmos? A ter auto-estima?

05
Dez16

Nome comum

F.

Eu apanho-me a tratar-te a ti como se fosses outra pessoa. A tentar dar-te o carinho que não é por ti que sinto. Não é porque as pessoas tem o mesmo nome que são iguais, não é porque tem o mesmo nome que me tratam da mesma forma.

Não me entendas mal, eu gosto de ti. Tens tudo para fazer uma mulher feliz. Bonito, charmoso, inteligente, estável. Mas a nossa vida não se cruza em ponto nenhum. Aquela afinidade inicial de todas as nossas conversas termina rápido porque não existe assunto entre nós. As nossas vidas e aquilo que valorizamos é diferente.

Falta-te a preocupação, e a amizade sincera a que eu estava habituada a ter de alguém com o teu nome.

O nome é comum. Apenas isso.

O resto sou eu a fazer comparações a quem ninguém sobrevive.